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Embaixador russo comenta questões internacionais em evento na Unijorge

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Questões políticas e diplomáticas da Rússia sobre o relacionamento com os Estados Unidos e a Europa Ocidental, as crises da Ucrânia, Síria e Líbia e a criação do BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - foram comentadas pelo Embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Pogóssovitch Akopov, em uma palestra para alunos de Relações Internacionais da Unijorge, na manhã de ontem, no Auditório Zélia Gattai, campus Paralela.

O evento foi promovido pela Coordenação do Curso de Relações Internacionais, com o apoio do Portal Pátria Latina e do Centro de Estudos e Estratégias em Relações Internacionais (CEERI).

OTAN - O Embaixador comentou sobre a visão da Rússia para vários fatos históricos, como a queda do Muro de Berlim e as implicações da manutenção da OTAN após o término do Pacto de Varsóvia.

Relação com os EUA - O Embaixador criticou a postura dos Estados Unidos em algumas questões internacionais e afirmou que a Rússia está convencida de que deve encontrar soluções, junto com os EUA, para questões como narcotráfico e terrorismo internacional.

Guerra Civil Síria - Sobre a Síria, Akopov comentou que acredita ser impossível resolver as questões do país através da força. Para ele, é necessário que seja buscada uma saída política, com uma negociação dos interesses do governo e da oposição. Neste caminho, foram promovidas duas conferências em Moscou para propor que o governo sírio e a oposição sentem-se na mesma mesa para negociar.

BRICS – Para o Embaixador da Rússia no Brasil, a formação do BRICS foi de importância crucial, pois o grupo que iniciou com viés econômico, reunindo países em desenvolvimento, passou a ter influência em questões políticas internacionais. Um dos alunos perguntou sobre o banco do BRICS e o fundo de reservas, e Akopov ressaltou a importância desta iniciativa para financiamento de grandes projetos do grupo. Como exemplo, falou da possibilidade abordada pelo Ministro de Telecomunicações da Rússia, em visita ao Brasil há 10 dias, de fazer ligação por cabos ópticos do Brasil para a Rússia, através do Pacífico, com a finalidade de criar uma rede fora do controle de empresas e países.

Relação Cuba e EUA – Uma das perguntas da plateia foi sobre a relação da Rússia com Cuba e sobre a reaproximação da ilha com os Estados Unidos. O Embaixador comentou que a relação entre a ilha socialista e a Rússia é forte, mas que há a intenção do país europeu de fazer uma aproximação econômica ainda maior, como a que havia na época da URSS. Ele disse também que a Rússia sempre foi contrária às sanções unilaterais e, portanto, apoia o restabelecimento das relações entre Cuba e EUA. 
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