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Cine Diálogos Psicologia discute o filme Frida

Intensa e provocadora foi a discussão sobre o filme Frida, exibido na tarde do dia 29/04 em nosso Cine Diálogos Psicologia.

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Imagine o que é ser mulher, artista (num meio profissional completamente dominado por homens), num país conservador de 3º mundo, em plenos anos 20, e não aceitar negar sua liberdade individual. Transgredir todas as regras artísticas, políticas e sexuais, reafirmando por toda a vida a sua própria identidade.

 

 

Intensa e provocadora foi a discussão sobre o filme Frida, exibido na tarde do dia 29/04 em nosso Cine Diálogos Psicologia. Participaram da mesa redonda o psicanalista José Antonio Pereira da Silva, o psicólogo Romero Magalhães, o artista plástico Miguel Cordeiro e o cineasta Max Bittencourt. Juntos, trouxeram à discussão aspectos importantes da personalidade da pintora mexicana que, como disse Max Bittencourt, jamais poderia ter todas as faces interessantes de sua vida retratadas em um filme ou livro.

 

 

Reflexo de seus conflitos e experiências, o trabalho de Frida era surrealista, mas, de acordo com Miguel Cordeiro, ela não se admitia como parte do surrealismo. “Para ela, o mais importante era não se aprisionar em conceitos, afirmar sua liberdade e negar tudo que pudesse ser um traço da burguesia – como o próprio movimento surrealista, que a essa altura já não era uma ruptura, já sendo perfeitamente aceito na sociedade”, explica.

 

 

Segundo Romero Magalhães, psicólogo, Frida, uma mulher com tantas faces, forte, comunista, lutadora, “resolveu” sua existência conduzindo seu marido e mentor, Diego Rivera, a amar. Ela, que lutou incessantemente contra todas as agruras da vida – em especial com as consequências de dois grandes acontecimentos (seu acidente na adolescência e seu casamento conflituoso), conduziu sua história com Diego até que, com a maturidade, ele esteve pronto para compreender o amor. Até porque, como diria Drummond (citado por Romero Magalhães), “Amor é o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ciência herdada, ouvida. O amor começa tarde”.

 

 

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