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Entrevista com nossa coordenadora de pesquisa e publicações, Alessandra Argolo

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Uma canceriana típica, que se emociona ao ver a satisfação dos alunos apresentando trabalhos em eventos de prestígio e voltando, cheios de novas ideias, felizes com o que foram capazes de produzir. Nesta entrevista, Alessandra Argolo, coordenadora de pesquisa e publicações da Unijorge (foto), dá dicas valiosas aos alunos de todos os nossos cursos sobre como aproveitar o período universitário ao máximo e tomar as rédeas da sua vida profissional. Confira!
  
Professora, qual a sua formação acadêmica?
 
Sou bacharel em Ciências Biológicas (UFBA), com Mestrado em Ecologia e Biomonitoramento (UFBA) e Doutorado em Biotecnologia (RENORBIO, UECE).
 
Em sua opinião, qual a importância da Iniciação Científica na formação do aluno universitário?
 
Vivemos hoje na sociedade do conhecimento, onde a pesquisa e a inovação se apresentam como o caminho para o desenvolvimento econômico de países. Desse modo, o aluno de Iniciação científica estará sendo preparado para atender a esta demanda.
 
Ao serem introduzidos no universo da pesquisa, os alunos de Iniciação científica tem a oportunidade de se aprofundar em um tema, adquirir autonomia e responsabilidade pelo seu processo de formação e contribuir para produção de novos conhecimentos.
 
O profissional com perfil de pesquisador deixou de ser apenas uma necessidade da academia, para tornar-se imperativo em uma economia globalizada, que busca cada vez mais atender às demandas da sociedade. Apenas para exemplificar, as grandes empresas multinacionais mantêm um setor de pesquisa e desenvolvimento por acreditarem que é sempre possível melhorar seu produto ou seu processo e a pesquisa possibilita isso.
 
É importante destacar também que a pesquisa melhora a qualidade acadêmica, pois o aluno aprende a fazer perguntas e os meios para respondê-las, ou seja, aprende a aprender, o que reflete no seu desempenho acadêmico.
 
O que faz um aluno que participa de um programa de Iniciação Científica, na prática? Como é seu dia-a-dia?
 
O dia-a-dia do aluno de Iniciação científica varia conforme o seu projeto. O mais bacana é poder pesquisar temas do interesse do aluno, não necessariamente vinculados ao seu curso. Todos temos boas ideias que podem virar uma pergunta interessante de investigação.
 
Mas, em linhas gerais, consiste em realizar pesquisas nas bases de artigos científicos, coleta e análise de dados, além da participação nas reuniões com seu grupo de pesquisa. Em alguns projetos, ele pode ainda realizar atividades de campo e procedimentos em laboratórios.
 
Como os alunos interessados podem participar?
 
A Unijorge mantém o Programa de Iniciação científica desde 2005, com um número cada vez maior de projetos, alunos e professores envolvidos.
 
Atualmente, lançamos o edital para seleção de novos projetos no início do ano. O aluno precisa ficar atento, pois, a partir do edital, ele precisa identificar um tema do seu interesse, entrar em contato com o orientador e, juntamente com o mesmo, apresentar um projeto de pesquisa que deverá ser desenvolvido durante o ano.
 
O edital é amplamente divulgado nos nossos canais de comunicação, tanto em meio impresso (murais), quanto em meio digital (site, Facebook, Instagram).
 
Em sua trajetória com o trabalho de Iniciação Cientifica, houve alguma experiência em particular que lhe chamou atenção?

 
Estou à frente do Programa de Iniciação Científica da Unijorge há dois anos e, a cada edição do programa, me surpreendo positivamente com os trabalhos, seja pela qualidade e atendimento aos pressupostos metodológicos, pelo caráter de ineditismo, aplicabilidade ou pela interdisciplinaridade. Já vi o desenrolar de alguns projetos e cada um deles é especial do seu modo, então, não me coloque em saia justa (risos). Mas já tivemos, por exemplo, alunos premiados em congressos e já fomos a única instituição privada do Nordeste a participar do Congresso Nacional de Iniciação Científica em São Paulo.
 
O que faz seus olhos brilharem no trabalho?
 
Sou professora e pesquisadora por paixão. Sou também uma canceriana típica, então meus olhos brilham por muitas coisas (risos). Mas na coordenação de pesquisa, me emociona ver a satisfação dos alunos ao apresentarem seu trabalho em um evento na área. Ver como eles voltam, cheios de novas ideias, felizes com o que foram capazes de produzir. Fazer parte disso é muito especial.
 
Você acha que o interesse dos alunos pela pesquisa tem aumentado?
 
Tenho certeza que sim! Hoje a facilidade de acesso a informação faz com que os alunos tenham mais acesso às oportunidades de engajamento em projetos de pesquisa. Também há uma demanda da sociedade para a pesquisa, seja ela básica ou aplicada, o que desperta no jovem o interesse em participar e contribuir.
 
Qual conselho você daria aos jovens profissionais que estão dando os primeiros passos na construção de suas carreiras?
 
Vivencie o ambiente acadêmico! O ensino superior não é uma extensão do ensino médio. Ao ingressar no ensino superior, você toma as rédeas da sua vida profissional! E acreditem, a academia e o mercado estão cada vez mais exigentes! Aproveite todas as oportunidades para melhorar sua formação (cursos, congressos, seminários), se aproprie de uma segunda língua, se engaje em projetos de pesquisa e de responsabilidade social e, se puder, faça um intercâmbio. Resumindo: esteja preparado para as oportunidades que a vida venha a lhe oferecer.
 
O que você faz quando não está na Unijorge? Tem algum hobby?
 
Como mãe de dois adolescentes, minha agenda é cheia (risos). Gosto muito de estar com a minha família e amigos. Em nossa casa sempre tem alguém nos finais de semana e eu adoro realizar meus experimentos na cozinha, sempre inovando nas receitas. Também adoro viajar e fico feliz que a pesquisa de algum modo possa contribuir para isso! Amo estar em contato com a natureza e praticar mergulho autônomo, hobby que está um pouco enferrujado...
 
Alguma mensagem importante que queira compartilhar com nossos alunos?
 
Invistam na sua formação e sejam protagonistas da sua história. Cultivem amigos e vivenciem outras culturas. Sejam cuidadosos com o ambiente que os cerca e não esqueçam que somos os responsáveis pelo caminho que escolhemos.
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