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Unijorge e pesquisadores dos EUA fazem parceria

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Uma comissão acadêmica da Universidade de Maryland (EUA) visitou a capital baiana com o intuito de conhecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e trocar experiência sobre a prática de enfermagem no Brasil.

A comissão é representada por uma aluna de graduação em enfermagem, uma enfermeira mestranda em Saúde Pública e a coordenadora do projeto, a professora e doutora em odontologia, Isabelita Rambob. Os representantes americanos estiveram na Unijorge durante três dias.

Segundo Isabelita Rambob, em2015, com um outro grupo o foco foi o combate ao HIV. A visita ocorreu no Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap) e a repercussão positiva.

“A instituição me ofereceu, novamente, uma verba para que trouxéssemos uma nova turma e escolhemos a Unijorge, por ser uma instituição de referência na área de ensino em saúde no país”, frisa. 

Além da troca de conhecimento, o sistema de saúde pública interessou a coordenadora. “Também viemos aprender mais sobre o SUS. Nos Estados Unidos não há sistema de saúde pública, a não ser o Obamacare– Lei de Atendimento de Saúde a Preço Acessível. Mas, não sabemos o que vai acontecer por conta da situação política e isso, também, integra nossos estudos”, revela.

Rambob acrescenta que a universidade de Maryland é cercada por uma comunidade carente. “Buscamos implementar na comunidade uma forma de ajuda e, essa troca de experiência em um país onde há um sistema único de saúde, vai nos ajudar a aprimorar o atendimento para melhor atender o nosso público”, frisa.

Prática

Conforme a coordenadora do curso de Enfermagem da Unijorge, Milena Bastos, a Simulação Realística é uma importante metodologia aplicada à formação acadêmica que reproduz um ambiente de atendimento à saúde para que os alunos possam imergir na prática e adquirir experiência.

“Simulamos a chegada de um paciente que acabou de sofrer um acidente, ao hospital. Eles chegam com maquiagem e simulando a sensação de dor e apresentação de todos os sintomas como se realmente tivesse acontecido o problema”, ilustra.

A professora conta que, a experiência diferenciada resultou numa melhora no rendimento dos alunos. “Antes tínhamos um número de 35% de ausência, hoje apenas 2%. É um diferencial importante. Preparamos eles para chegar no hospital e saber lidar com as situações e isso reduz os riscos de erros com os pacientes, que é uma preocupação grande de qualquer instituição e profissional de saúde”, afirma.

Ainda de acordo com Milena, o encontro tem como finalidade a troca de conhecimentos, já que tanto a Unijorge quanto a Universidade de Maryliand são referências na utilização dessa metodologia.

“Em Maryland, essas simulações são feitas apenas com bonecos. Diferente da Unijorge que utiliza os bonecos apenas para procedimentos que impossibilitem a participação de humanos”, ressalta.





*Foto de Lúcio Távora/ Agência A Tarde
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