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Professora de Nutrição dá dicas para uma Páscoa mais saudável

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Com a proximidade da Semana Santa, as vitrines das lojas e dos supermercados e armazéns já se encontram repletos de chocolates, disponíveis nos mais diversos formatos, cores, sabores, crocâncias e texturas, além dos clássicos ovos de páscoa. Por isso, resistir à tentação e manter uma dieta equilibrada torna-se quase um desafio.

“O chocolate branco não é produzido a partir do cacau e sim da manteiga do cacau. Assim, além de mais gordura, ele não possui os flavonóides encontrados no chocolate tradicional.  Deve-se evitar ainda o chocolate fracionado ou hidrogenado, que são adicionados de gordura vegetal”, ressalta a professora do curso de Nutrição da Unijorge, Ramona Souza.

Seja branco, preto, ao leite ou meio amargo, o chocolate faz a alegria de muitas crianças e adultos, principalmente pelo fato de estimular o aumento da produção e liberação da serotonina, - substância do cérebro ligada à sensação de prazer, que pode aliviar a depressão e a ansiedade.

“Para um produto ser considerado chocolate, ele deve ter, no mínimo, 25% de cacau.  Vale ressaltar que o cacau, e assim, o chocolate, contém flavonoides, substâncias protetoras pelo seu potencial antiinflamatório. Quanto mais cacau tem o chocolate, mais flavonoides, menos açúcar e mais saudável é o produto.

Assim, o indicado é optar pelos chocolates com, no mínimo, 70% de cacau. Em média, 30g de chocolate com, no mínimo, 70% pode conferir proteção à saúde cardiovascular”, explica Souza.

Mas, apesar de o cacau, principal ingrediente do chocolate, também melhorar a circulação, ajudar a reduzir o colesterol e proporcionar vários outros benefícios à saúde, se houver um consumo exacerbado, principalmente de outros ingredientes, como açúcar e gordura, isto pode provocar malefícios à saúde em longo prazo, como colesterol alto e até mesmo a diabetes, além de agitação, insônia, azia e desinteria.

Nesse sentido, buscar alternativas mais saudáveis pode ser a melhor opção. As preparações desse período são bastante calóricas, mas sempre é possível melhorar a qualidade nutricional dos pratos. 

Confira algumas sugestões da professora do curso de Nutrição da Unijorge, Ramona Souza:

- Prefira os peixes frescos ao invés dos salgados e, se optar pelos salgados, realizar o dessalgue;
- Utilize o dendê com moderação e prefira usar o azeite da "flor do dendê", que é a parte mais clara do azeite. Se colocado o azeite de dendê na geladeira por algumas horas, formará duas fases: um decantado mais escuro, onde está a gordura saturada, que tem potencial aterogênico (de obstruir os vasos sanguíneos) e um sobrenadante mais claro, rico em gordura insaturada (mais saudável). Ainda assim, utilize apenas para conferir o sabor a preparação pois, como toda gordura, acrescenta muitas calorias;
- Ao preparar o vatapá, utilize o pão integral ou substitua o mesmo por arroz integral ou inhame. Esta troca aumentará o conteúdo de fibras na preparação;
- Cuidados na compra do peixe: o peixe fresco deve ser comprado com cautela, pois se as práticas de higiene na captura, conservação, evisceração e vendas não forem satisfatórias, esses produtos podem se deteriorar e causar infecções alimentares. Deve-se também observar no momento da compra, se os mesmos apresentam olhos brilhantes e salientes, sem pontos brancos no centro; escamas firmes e aderidas; opérculo rígido, oferecendo resistência  a sua abertura; pele úmida, tensa e bem aderida; brânquias rosa/vermelho, sem muco; odor característico. Além disso, é bom sempre mantê-lo sob uma grossa camada de gelo em escama para sua conservação. 
 
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