18h00

Energias renováveis: o novo desafio para a sustentabilidade

Os investimentos em energias renováveis têm crescido muito, revolucionando o setor de energia que, já há algum tempo, passa por um período crucial de transformação.

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Energias renováveis: o novo desafio para a sustentabilidade

Os investimentos em energias renováveis têm crescido muito, revolucionando o setor de energia que, já há algum tempo, passa por um período crucial de transformação.  

A preocupação com o meio ambiente e as inovações relacionadas a fontes renováveis de energia, assim como o desenvolvimento de bens de consumo mais sustentáveis, como os carros elétricos, por exemplo, já são uma realidade e devem mudar a forma como geramos e consumimos energia nas próximas décadas. 

Hoje, grande parte dos recursos utilizados para gerar energia elétrica em todo o mundo vem de fontes esgotáveis. Por isso, ao longo dos últimos anos, a temática de desenvolvimento e investimento de novas matrizes energéticas se tornou tão importante. E, segundo o Ministério de Minas e Energia, neste cenário o Brasil se destaca.  

Cerca de 42,3% de toda a nossa matriz energética já vem de fontes renováveis. Segundo o órgão, até o fim de 2021, esse percentual deve se elevar para 85%, principalmente por conta da nossa abundância de recursos naturais, tornando nosso país um exemplo para o mundo.  

Essa vantagem brasileira vai permitir a diversificação de nossas matrizes de forma mais sustentável e os investimentos crescentes impulsionados pela pandemia da covid-19 no setor só aceleram nosso processo de desenvolvimento rumo à redução dos impactos ambientais e do desperdício. 

Segundo o coordenador da Especialização em Energias Renováveis da Unijorge, professor Leandro Carralero, esse é um passo importante, já que as alternativas para geração de energia com menor impacto no meio ambiente são o caminho para a sustentabilidade e autonomia energética. 

“As fontes renováveis de energia são, geralmente, consideradas limpas, poluem menos que as fontes convencionais e regeneram-se a curto prazo na natureza. Isso minimiza os danos causados ao meio ambiente comparados aos danos causados pelo uso de fontes não renováveis. Algumas, como a solar e a eólica, são capazes de produzir energia a baixo custo e conseguir um retorno em um tempo considerável”, declarou.  

De todo modo, a corrida rumo à sustentabilidade energética já começou no Brasil e avança a passos largos desde o início deste ano, contrariando as expectativas. De acordo com os dados do boletim InfoMercado Dados Gerais, divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a geração de energia a partir de fontes eólicas, por exemplo, cresceu 17% em abril, em relação ao mesmo mês do ano passado, e confirma a tendência de crescimento desse tipo de fonte renovável. 

Quais os tipos de energias renováveis?

Também chamada de energia limpa, as fontes de energias renováveis são consideradas inesgotáveis, pois suas quantidades se renovam constantemente ao serem usadas.  

Elas emitem menos gases de efeito estufa (GEE) que as fontes fósseis, geradas pela queima de combustíveis fósseis como o petróleo, o gás natural e o carvão mineral, e, por isso, estão conquistando um grande espaço no mercado brasileiro e mundial. 

Das fontes de energias renováveis mais comuns até o momento, temos: 

  • Energia hídrica – gerada pela água dos rios; 

  • Energia solar – captada por painéis fotovoltaicos da luz e radiação do sol; 

  • Energia eólica – gerada pelo vento;  

  • Energia gerada a partir de biomassa – que advém de matéria orgânica; 

  • Energia geotérmica – obtida a partir do calor proveniente do interior da Terra; 

  • Energia oceânica – produzida através das marés e das ondas. 

Apesar de, no geral, essas novas fontes de energia possuírem um alto custo de investimento, por serem renováveis, elas são consideradas opções muito mais inteligentes, além de sustentáveis.  

A iniciativa contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e os efeitos negativos das mudanças climáticas, além de se tornarem, a médio e longo prazos, uma fonte mais barata da nova geração de energia para pessoas em todo o mundo.  

Outra vantagem das fontes renováveis de energia é que elas podem chegar a locais ermos e afastados, onde a transmissão de energia elétrica ainda se torna escassa ou nula. Isso causa melhorias estruturais e operacionais de eficiência energética em residências e empresas, além de contribuir para uma sociedade mais igualitária e justa, em que todos têm acesso a recursos básicos essenciais como esse.  

Mercado de trabalho em franca expansão

Segundo a Bloomberg New Energy Finance (BNEF), estima-se que até 2050, 77% dos investimentos em novas fontes de geração de energia serão em opções renováveis. Isso modifica os panoramas atuais do ramo de energia e causa grande impacto no setor de serviços, expandindo também o mercado de trabalho carente de profissionais especializados.  

De acordo com Leandro, quem deseja atuar na área precisa se preparar o quanto antes, já que a evolução do setor está crescendo a olhos vistos. “As energias renováveis deverão crescer 50% nos próximos 5 anos e até 2050 se espera que tomem conta da produção mundial de energia. De acordo com a agência IEA, a maior parte da demanda por esta tecnologia virá de empresas e indústrias, que apostam nas renováveis através da geração distribuída como alternativa para seus altos gastos com a conta de luz. A gradual liberalização deste setor tem a ver com o crescimento da energia livre no mercado de geração. Atualmente, cerca de 30% da energia é comercializada no Ambiente de Contratação Livre. A expectativa é de aumento dessa participação a partir da modernização regulatória”, afirmou.  

O profissional também deve estar preparado para lidar com os desafios de otimizar ao máximo os recursos e sistemas das indústrias geradoras de energia, além de se dedicar fortemente à modernização dos modelos de negócios e ao estudo da legislação e fiscalização dos processos de segurança e implantação dessas fontes renováveis.  

“Os principais entraves ao crescimento do uso das renováveis no Brasil se devem às questões tributárias, acesso a financiamento e regulação, embora haja uma tendência de evolução nesses aspectos. É preciso ampliar a percepção de valor, já que, por exemplo, o pagamento dos sistemas fotovoltaicos se dá em cinco anos e o ativo tem vida útil de até 25”, declarou.  

Mesmo assim, segundo Leandro, o setor promete crescer e sua adesão se tornará uma tendência, principalmente, entre as grandes e médias empresas brasileiras, o que abre portas para os profissionais especializados. Essa é uma realidade que tem como bônus uma valorização do negócio e melhoria da imagem de apoio à sustentabilidade dentro da corporação.  

 

“Este profissional consegue que as empresas que utilizam energias renováveis melhorem a sua imagem e ganhem vantagem competitiva para o negócio ao se diferenciarem da concorrência explorando o marketing verde. O uso dessas tecnologias proporciona à organização um posicionamento que vai de encontro aos desejos dos consumidores no que se refere à consciência ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Com isso, o empreendimento ganha mais destaque no mercado nacional e internacional”, disse.  

Setor promete atuação diversificada para os especialistas em energias renováveis

Os profissionais que pretendem atuar no setor podem esperar um mercado bastante aquecido e carente de pessoas especializadas. Através dos investimentos em pós-graduação, como a especialização em Energias Renováveis da Unijorge, é possível se qualificar e se destacar para grandes frentes de trabalho, já que o próprio curso prepara os alunos para desempenhar diversas funções em diferentes campos de atuação.  

“O curso oferece ao aluno embasamento teórico e o referencial técnico necessário para estimular o pensamento crítico, reflexivo e científico diante das alternativas ao cenário global de demanda energética. Ainda, são contempladas as questões ambientais, tecnológicas, econômicas e regulatórias, discutindo aspectos relevantes que se impõem quanto ao aumento do uso de fontes alternativas renováveis e não poluentes”, afirmou o coordenador do curso da Unijorge.  

Segundo Leandro, os principais empregadores destes profissionais são: 

  • Empresas de instalação, manutenção, comercialização e utilização de equipamentos e sistemas baseados em energias renováveis; 

  • Órgãos da administração pública que regulam ou utilizam energia renovável; 

  • Concessionárias e prestadores de serviços no ramo de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; 

  • Cooperativas de eletrificação; 

  • Empresas de geração e comercialização de energia; 

  • Empresas de planejamento, desenvolvimento de projetos e de assistência técnica a sistemas de energias renováveis; 

  • Indústrias e empreendimentos com sistemas de geração renovável própria, interconectados ou não ao sistema elétrico de potência; 

  • Institutos e centros de pesquisa sobre sistemas de energias renováveis; 

  • Instituições de ensino técnico e superior que ofertam cursos sobre energias renováveis. 

De acordo com dados apontados pelo levantamento da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o Brasil já é o segundo lugar entre os países com o maior número de empregos em energias renováveis, tornando este um setor cheio de oportunidades para quem deseja investir em especialização o quanto antes. No entanto, é preciso se preparar para vivenciar grandes desafios.  

“Esses profissionais de nível superior lideram as atividades de estudo de viabilidade, projeto, instalação, operação e manutenção de sistemas e equipamentos necessários para gerar, transmitir e distribuir a energia renovável”, declarou Leandro.  

Com isso, administrando uma grande gama de responsabilidades e desempenhando tarefas essenciais para a evolução do setor, esses profissionais se tornam verdadeiros catalisadores da mudança, capazes de definir os rumos da sustentabilidade para as empresas e para toda a nossa sociedade. 

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